Apologética Cristã
Eu sei que o meu Redentor Vive
Autor: Wayne Jackson (19 de Setembro de 2006)
Inserido em: 2007-04-09
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Será que sabemos que Cristo o nosso Redentor vive? Se sim, como é que o sabemos? Será apenas por um mero sentimento em nossos corações? Reflictamos seriamente por um momento sobre este assunto.

Séculos antes da morte de Cristo, Jó, o patriarca sofredor da terra de Uz, exclamou: "eu sei que o meu Redentor vive..." (19:25).

Jó possivelmente não terá apreciado a magnitude desta afirmação, nem terá sequer pensado como esta sua esperança seria cumprida. Ele sofria terrivelmente, física e emocionalmente, acreditando sinceramente que a dor e angústia que sentia não eram proporcionais a qualquer mal que inadvertidamente pudesse ter feito.

Apesar de por vezes Jó falar de Deus com modos menos respeitosos (como um animal de estimação que morde o seu dono quando este tenta curar as suas feridas), no seu íntimo mantinha a confiança que no final o seu justo Criador faria "justiça".

Existe uma linda canção que contém esta expressão "eu sei que o meu Redentor vive..." e devemos cantá-la com entusiasmo. Outra canção, no entanto, faz uma pergunta, respondendo logo em seguida: "perguntas-me como sei que Ele vive? Ele vive no meu coração."

Tenho as minhas dúvidas quanto à prudência no uso deste tipo de fraseologia. Se uma pessoa tiver em mente estes pensamentos: "Ele vive no meu coração por causa dos factos históricos credíveis que tenho aprendido", isso é uma coisa. No entanto, a utilização da palavra "coração, como usada frequentemente por grande parte da comunidade religiosa, tem implicações totalmente diferentes.

Por exemplo, um Católico Romano pode dizer: "eu sei que Maria ouve as minhas preces e as transmite ao seu Filho. Como é que sei? Sei-o no meu coração."

Quantas vezes não temos ouvido frases do tipo: "Eu sei que estou salvo(a); é isso que o coração me diz e eu confio nele. Não sentiria deste modo se não estivesse verdadeiramente salvo(a). Contudo, tais afirmações estão em conflito com a verdade revelada em inúmeras passagens da Bíblia (Provérbios 14:12; Actos 23:1; 26:9; 1 Timóteo 1:13b).

Não devemos acreditar que Cristo vive, porque "sabemos" em nosso coração que Ele vive e esse pensamento nos faz sentir bem. Devemos sim procurar as verdadeiras razões pelas quais devemos "saber" e acreditar.

Em primeiro lugar, temos o testemunho das escrituras.

a) David profetizou que o Messias seria assassinado, mas que apesar disso, ele ressuscitaria dentre os mortos (Salmos 16:19; Actos 2:55...)

b) Isaías profetizou que o servo sofredor de Jeová seria morto, mas que no entanto, ele veria a sua semente (descendência espiritual; Isaías 11:1; Romanos 7:4; Hebreus 2:13) e os seus dias seriam prolongados (Isaías 53:10b).

c) O próprio Jesus afirmou que ressuscitaria dentre os mortos (Mateus 16:21; João 2:19, 21).

d) Muitas testemunhas testificaram o facto de Jesus ter ressuscitado para não mais morrer (Romanos 6:9; Apocalipse 1:18). Para uma consideração sobre algumas destas testemunhas, vede 1 Coríntios 15:1-8.

Em segundo lugar, como é que sabemos que são verdadeiros os registos Bíblicos que afirmam que estas profecias e relatos de facto ocorreram? Essa é uma excelente pergunta, cuja resposta não é: "porque eu o sinto"; pelo contrário, a solução é encontrada nas evidências existentes.

Será que existem evidências que demonstram que os documentos que compõem a Bíblia não podem ser de origem humana, mas sim, pelo contrário, de origem divina? De facto essa evidência existe.

a) Este volume, composto por 66 livros, revela uma grande unidade de conteúdo; apesar de ter sido escrito ao longo de 16 séculos, fala como uma só voz.

b) As profecias (história escrita antecipadamente), as quais contêm milhares de detalhes que nenhum ser humano poderia prever ou cumprir, foram consumadas com precisão.

c) A ausência de falhas na Bíblia, em assuntos históricos, científicos, geográficos, etc., desafiam completamente qualquer explicação "natural" para a sua origem.

d) A elevada ética das escrituras testifica que meros homens não teriam escrito este livro, mesmo que o pudessem fazer.

e) Na Bíblia estão ausentes explicações absurdas sobre a origem de Deus (coisa comum na literatura pagã), a sua aparência, etc.; explicações essas que certamente conteria, se a sua escrita tivesse sido deixada à mercê da imaginação do homem.

Estas áreas de evidência, assim como muitas outras, sustentam e reforçam a nossa fé. A verdadeira fé não é um passo na escuridão, pois está fundada na história. É com essa base que nós "sabemos" e acreditamos.


Fontes
Veja aqui o artigo original (www.christiancourier.com)