Defesa e Confirmação do Evangelho
Autor: Luís Sanches Fernandes
Inserido em: 2007-04-24
www.christoferens.net
Uma afirmação de Paulo à Igreja em Filipos (Filipenses 1:16-17) demonstra que o seu propósito era o de fazer uma defesa sem compromissos da verdade do Evangelho; pode alguém defender o Evangelho de qualquer outra forma?
Introdução
Paulo defendia o Evangelho com risco da sua própria vida e assim fizeram também os primeiros Cristãos; eles foram apedrejados, crucificados, decapitados, mortos por feras, até mesmo queimados vivos, porém, não negaram o Senhor e Salvador e as "Boas Novas" que Ele deixou (2 Coríntios 4:10; 2 Tessalonicenses 1:3-8; 2 Timóteo 4:5).
Eles espalharam e confirmaram o Evangelho; afinal, essa é a Grande Comissão (Mateus 28:19; Marcos 16:15). Hoje em dia, os Cristãos não deveriam fazer nada de menos.
Neste artigo, procuraremos explicar a necessidade que a humanidade tem do Evangelho (Boas Novas), em que é que consistem essas Boas Novas e porquê devemos acreditar nelas e a urgência que existe em as defender e confirmar.
A Necessidade de um Messias
"16 E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, 17 Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." (Génesis 2:16-17).
O pecado é transgressão da lei e causa separação entre o pecador e Deus; o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23); em Génesis 3 podemos ler como Adão e Eva (ou Eva e Adão para sermos mais correctos) desobedeceram o Criador; com o seu acto, causaram uma separação entre Deus e toda a Sua criação (Romanos 8:22-23).
Deus é justo (Deuteronômio 32:3-4); uma vez que não existe um único ser humano que possa afirmar ser puro e perfeito (Romanos 3:23), o que é que um Deus justo deveria fazer a uma humanidade pecadora e rebelde?
Uma reminiscência do sistema de justiça que Deus instituiu desde o início da humanidade, pode ainda ser visto na nossa sociedade, apesar de estar já bastante diluído e com tendências a desaparecer.
Os conceitos do bem e do mal, do crime e respectivo castigo ainda existem hoje em dia como testemunhos do conceito divino de justiça. Seguindo esse raciocínio, um Deus justo deveria condenar-nos pelos nossos pecados e dar-nos o eterno castigo que merecemos.
No entanto, Deus não é apenas justo, Ele é também Amor (entre muitas outras coisas) e, como Ele quis satisfazer a sua justiça mas também o seu amor pela humanidade, deu o Seu Filho, justo e perfeito, como pagamento pelas nossos pecados (Romanos 5:8; 2 Coríntios 5:21; 1 João 4:9-10).
Jesus morreu levando em si as nossas transgressões, e foi ressuscitado, para que fossemos justificados (Romanos 4:25); esse foi o alto preço que Deus pagou por algo que nós recebemos de graça; uma dádiva que cabe nos aceitar ou rejeitar.
O Evangelho da Salvação
"13 Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. 14 O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória." (Efésios 1:13-14).
No livro de Marcos (16:15-16), Jesus faz referência ao Evangelho; Ele ordena que os seus discípulos fossem por todo o mundo, pregando o Evangelho a toda a criação, oferecendo salvação a todos os que acreditassem e fossem baptizados.
O que é então o Evangelho? A palavra Evangelho que dizer "Boas Novas"; Boas novas da salvação através do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo pela Graça de Deus (João 3:16-18).
Não existe outra salvação além daquela que é proclamada no Evangelho; não existe salvação por qualquer outro que não Jesus Cristo (Actos 4:8-12, João 10:7).
Nesta mensagem de salvação encontramos factos nos quais temos que acreditar, mandamentos a obedecer e promessas a receber.
Factos a Acreditar (Marcos 1:15; João 3:18, 36)
"1 Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis. 2 Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão. 3 Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, 4 E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. 5 E que foi visto por Cefas, e depois pelos doze. 6 Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. 7 Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos. 8 E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um abortivo. 9 Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus. 10 Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo. 11 Então, ou seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim haveis crido." (1 Coríntios 15:1-11).
1. A mensagem do Evangelho é que Cristo (“o ungido de Deus”) morreu pelos nossos pecados.
2. O milagre que confirmou esta verdade foi a ressurreição de Cristo, testemunhada e afirmada por uma multidão de testemunhas oculares, apóstolos e discípulos. Se este milagre não ocorreu, a nossa esperança é vã (1 Coríntios 15:17).
3. A mensagem e o milagre combinam para a nossa salvação.
"25 O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação." (Romanos 4:25).
Mandamentos a Obedecer (Romanos 2:8)
Como podemos obedecer a uma mensagem confirmada por um milagre?
Primeiro, temos que reconhecer que de facto a mensagem tem que ser obedecida.
"17 Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus? 18 E, se o justo apenas se salva, onde aparecerá o ímpio e o pecador?" (I Pedro 4:17-18).
"7 E a vós, que sois atribulados, descanso connosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, 8 Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; 9 Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder," (2 Tessalonicenses 1:7-9).
"17 Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. 18 E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça." (Romanos 6:17-18).
O dever dos servos é servir em obediência (Colossenses 3:22, Efésios 6:5-6).
A pessoa que acredita no Evangelho, deverá obedecer ao que é requerido para ter acesso à salvação (Romanos 1:16, 6:16, 5:15).
1. tem que ouvir a Palavra (Romanos 10:17)
2. tem que acreditar, crer, ter fé (Marcos 16:16)
3. tem que arrepender-se dos pecados cometidos (Marcos 1:15, 13:3; Lucas 24:46-47; Actos 2:37-38; Apocalipse 3:19), devendo notar que o arrependimento implica forçosamente uma mudança de vida.
4. tem que confessar a Jesus como seu Senhor e Salvador (Romanos 10:9-10; Filipenses 2:10-11; Mateus 10:32-33), notando que esta confissão não é apenas o acto de um momento mas sim um modo de vida, uma "profissão".
5. tem que ser baptizado (imerso) para a remissão dos pecados (Marcos 16:15-16; Actos 2:37-38, 22:16) e para receber o dom do Espírito Santo.
6. tem que perseverar e ser fiel até ao fim, crescendo na Graça e conhecimento do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Tiago 1:12; Hebreus 3:12-14; 2 Timóteo 4:6-8; Apocalipse 2:10; 2 Pedro 3:18)
Quer isto dizer que somos salvos pelas obras ou por nosso mérito? Não, absolutamente.
"8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. 9 Não vem das obras, para que ninguém se glorie; 10 Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas." (Efésios 2:8-10).
Somos salvos pela graça, mas como a passagem afirma, devemos por essa razão praticar as boas obras.
Como a passagem também refere, somos salvos pela graça, por meio da fé; ora, conforme está escrito em Tiago, a fé sem obras é morta.
"Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta." (Tiago 2:26; vede também Tiago 2:17, 20).
Deus providencia a graça, o homem por sua vez deve demonstrar uma fé obediente.
No Antigo Testamento, Deus afirmou que daria aos Israelitas a terra de Canaã, no entanto eles tiveram que fazer a parte deles durante a sua conquista.
No caso de Jericó, tiveram que rodear a cidade várias vezes, tocando as suas buzinas antes que os muros caíssem.
Promessas a Receber(Efésios 1:3)
Aos crentes é prometida a remissão dos pecados e a morada do Espírito Santo (Actos 2:38, 3:19), através de quem são produzidos os frutos do Espírito (Gálatas 5:22-23); os crentes são chamados filhos (Gálatas 4:6) e podem sentir já nesta vida a verdadeira paz de Deus (Filipenses 4:7).
Os Cristãos têm também a promessa da vida eternal em comunhão com Deus (Romanos 6:22-23; Marcos 10:29-30).
É este o Evangelho que temos de defender e confirmar...
A Necessidade da Defesa e Confirmação do Evangelho
"3 Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos. 4 Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo." (Judas 1:3-4).
O Evangelho que descreve a vida, morte e ressurreição de Jesus e que contém os seus ensinamentos, necessita de defesa e confirmação? Os versos acima referidos indicam claramente que sim.
É importante proclamar a fé em Cristo e o Seu amor para com a humanidade, contudo, não se pode relegar a doutrina que Ele mesmo nos deixou.
Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida; as pessoas que pregam o amor de Cristo, mas não a sua verdade, estão de facto a pregar outro Evangelho, pois o Seu amor não pode ser dissociado da Sua verdadeira doutrina.
"15 Se me amais, guardai os meus mandamentos." (João 14:15).
Infelizmente, alguns afirmam que o que interessa é pregar a Cristo, não importando como e, para isso, utilizam a seguinte passagem.
"18 Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda." (Filipenses 1:18).
Esse conceito é falso; Paulo está a dizer que se regozijava se o Evangelho fosse pregado mesmo por razões erradas (ver versos 16-17); com certeza que ele não estava a dizer que se regozijaria se o Evangelho pregado fosse falso; conclusão, o motivo era errado, mas o Evangelho o verdadeiro.
Paulo nunca se regozijaria com falsos ensinamentos; isto pode ser confirmado na sua carta aos Gálatas: "8 Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. 9 Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema." (Gálatas 1:8-9).
Conclusão: só há um Evangelho verdadeiro e é esse que temos que defender.
A Defesa do Evangelho
"1 Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, 2 Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, 3 Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. 4 Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; 5 Um só Senhor, uma só fé, um só baptismo; 6 Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós." (Efésios 4:1-6).
"10 Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer." (1 Coríntios 1:10).
Numa época em que alguns dos pretensos Cristãos afirmam que estamos numa era de revivalismo, a verdade é que é a descrença a reclamar o seu quinhão. Isso não nos deve surpreender, pois sabemos que o mundo está em rebelião contra o seu Criador, nem tampouco nos deve surpreender o facto de algumas verdades Bíblicas estarem a ser questionadas pelos próprios Cristãos, ou pelo menos, por aqueles que se dizem Cristãos.
A conclusão lógica que pode ser retirada é que a fé uma vez entregue aos santos, tem que ser defendida e confirmada, não só perante o mundo, mas também perante pretensos Cristãos (Judas 1:3-4).
O que testemunhamos hoje em dia tem vindo a acontecer desde os tempos apostólicos e para tal as igrejas foram avisadas (Mateus 7:15; Actos 20:29-30); a nossa comissão é pregar o Evangelho, ensinando o mundo a obedecer todas as coisas que Jesus ordenou, ensinando em amor, em verdade, com humildade, mas nunca comprometendo a verdade que nos foi entregue. Devemos agradar primeiro a Deus e não aos homens.
As pessoas (sinceras ou não) que comprometem a verdade, fazem um grande esforço na ânsia de defenderem ideias pré-concebidas e/ou tradicionalistas do cristianismo, acabando por distorcer a Palavra de Deus (intencionalmente ou não).
Para forçarem o seu ponto de vista não Bíblico, utilizam todo o tipo de argumentos; partes de versos, versos retirados fora de contexto, versos isolados, escrituras que só têm parte da revelação sobre determinado assunto, passagens referentes à antiga lei, escrituras simbólicas como se fossem literais, ideias pragmáticas, ideias politicamente correctas e tolerância não bíblica, só para mencionar algumas.
Os verdadeiros Cristãos, devem preocupar-se em ser bíblicamente correctos.
Analisaremos em seguida alguns do pontos que estão a ser questionados hoje em dia.
A Bíblia como Documento Histórico
Quer se queira quer não, a Bíblia constitui o maior e mais bem documentado documento histórico da antiguidade.
Como foi referido acima, o facto dos Evangelhos terem sido escritos no espaço de algumas décadas após os acontecimentos neles narrados, é um grande crédito quanto à sua veracidade; o número de cópias existentes é outro factor de peso que contribui para a credibilidade dos relatos do Novo Testamento (Evangelhos e epístolas).
Apesar disso, os críticos estão prontos a questionar a autoria e veracidade destes relatos, raramente o fazendo em relação a outros documentos históricos, escritos muitos séculos depois dos acontecimentos narrados e dos quais poucas cópias existem.
A seguinte tabela compara o novo Testamento com alguns desses documentos.
Autor
Escrito em
Cópia + Antiga (±)
Diferença em Anos
Nº de Cópias (±)
César
100 - 44 AC
AD 900
1.000 anos
10
Tácito (Anais)
AD 100
AD 1.100
1.000 anos
20
Plínio (História)
AD 61 - 113
AD 850
750 anos
7
Platão (Tetralogias)
427 - 347 AC
AD 900
1.200 anos
7
Aristóteles
384 - 322 AC
AD 1.100
1.400 anos
5
Novo Testamento
AD 40 - 100
AD 130
30 anos
24.000
William Ramsay foi um dos maiores arqueólogos que existiu; enquanto estudava os livros de Lucas e de Actos (também escrito por Lucas) ele assumiu que ambos tinham sido escritos no segundo século e que por essa razão não podiam ser considerados de confiança. No entanto, ele foi forçado pela evidência a admitir que Lucas foi historicamente correcto.
Ramsay disse: "Eu posso afirmar que entrei nesta investigação sem qualquer preconceito em favor da conclusão a que afinal cheguei, a qual procurarei agora justificar perante o leitor. Pelo contrário, comecei o meu trabalho com um preconceito desfavorável."
A conclusão a que Ramsay chegou foi que "Lucas foi um historiador de nível superior; não só são as suas afirmações confiáveis, como também, esse autor deveria ser colocado entre os maiores entre os historiadores... a história relatada por Lucas é de total confiança."
Emanuel – Deus connosco
Jesus Cristo, o Nosso Senhor e Salvador afirmou a sua divindade (João 10:30). A divindade de Jesus, o Seu nascimento de uma virgem, o ministério com os Seus ensinamentos e milagres, a Sua morte, ressurreição e ascensão aos céus para estar à direita de Deus, são factos nos quais um Cristão deve acreditar; no entanto, existe uma tendência crescente para levar para o campo da lenda e do mito, todos os factos acima mencionados acerca de Cristo; isto não é novo; alguns desses factos já estavam a ser questionados nos primeiros tempos da Igreja, tendo Paulo veementemente admoestando contra esse facto (1 Coríntios 15:12-22).
Programas de televisão e documentários, baseados num modo de pensar humanista e secular, incapazes de contrariar o facto de que Jesus de facto existiu, retratam Jesus como tendo sido um mero ser humano; um homem bom, com uma mensagem revolucionária, mas apesar de tudo, um mero ser humano.
Segundo eles, Jesus não nasceu de uma virgem, não operou os milagres que Lhe são atribuídos, não morreu da forma que está descrita nos Evangelhos, e com certeza que não ressuscitou.
Livros como o "Código DaVinci" e outros similares, apresentando falsidade como sendo factos reais, estão a recrutar para as fileiras da incredulidade muitos pretensos Cristãos; estas pessoas, escolhendo acreditar em livros escritos por homens em vez de acreditar na Bíblia, têm mais fé nas palavras dos homens que na Palavra de Deus.
Essas pessoas tentam passar a mensagem que a sua descrença é racional e que a nossa crença é irracional.
O que devem os cristãos pensar disto tudo? Acreditamos só por que achamos que é verdade? É a nossa fé cega?
No Antigo Testamento, estão referenciadas dezenas e dezenas de profecias acerca da vinda do Messias; todas elas feitas centenas de anos antes do nascimento de Jesus e cumpridas à letra em Cristo, o Messias.
Alguns matemáticos, como George Heron e Peter Ruckman calcularam que as probabilidades de um único homem cumprir apenas algumas dessas profecias são ínfimas, quanto mais um único homem cumpri-las todas.
No entanto, Jesus cumpriu-as; vejamos algumas delas:
. O Messias nasceria de uma mulher (Génesis 3:15; Gálatas 4:4; Mateus 1:24, 25).
. O Messias nasceria de uma mulher virgem (Isaías 7:14; Mateus 1:21-23).
. O Messias seria da descendência de Abraão (Génesis 12:1-3; 22:18; Gálatas 3:16; Mateus 1:1).
. O Messias nasceria em Belém Efrata (Miquéias 5:2; Mateus 2:1).
. Seria da tribo de Judá (Génesis 49:10; Hebreus 7:14; Lucas 3:23, 33).
. Seria da casa de David (Salmos 132:11; 2 Samuel 7:12; Actos 2:30).
. Teria quem lhe preparasse o caminho (Isaías 40:3; Mateus 3:1-3).
. Operaria milagres (Isaías 35:5, 6; Mateus 9:35).
. Seria rejeitado pelos Judeus (Salmos 118:22; 1 Pedro 2:7).
. Por 30 moedas de prata, seria traído por alguém que Lhe estava próximo (Zacarias 11:12, Salmos 41:9, Marcos 14:10, Mateus 26:14-15).
. Seria acusado por falsas testemunhas (Salmos 27:12; 35:11; Mateus 26:60-61; Marcos 14:57).
. Seria crucificado (Zacarias 12:10; Salmos 22:16; Mateus 27:35; João 20:27).
. Sacrificar-se-ia por todos nós (Isaías 53:4-5, 6, 12; Mateus 8:16-17; Romanos 4:25, 5:6-8; 1 Coríntios 15:3).
. Ressuscitaria (Oséias 6:2; Salmos 16:10, 49:15; Lucas 24:6-7; Marcos 16:6-7).
. Ascenderia aos céus (Salmos 68:18, 24:3; Lucas 24:50-51; Actos 1:11; Marcos 16:19).
Apenas um Ser sobrenatural com conhecimento total do futuro poderia ter inspirado estas profecias.
A Ressurreição e o Início da Igreja
A Ressurreição de Jesus e a perseguição que os seus seguidores sofreram estão documentados fora da Bíblia, em textos de autoridades históricas, como Suetónio, Flávio Josefo, Cornélio Tácito, Plínio o Jovem, e até mesmo pelo Sinédrio Judeu, entre outros.
Jesus apereceu a muitos depois da sua ressurreição e ninguém, nem mesmo as autoridades que o crucificaram o negaram, apesar de terem tentado passar a mensagem que o seu corpo havia sido roubado.
Não existe um único documento do primeiro ou segundo séculos que ataque o facto do túmulo estar vazio ou que afirme ter sido encontrado o corpo de Jesus.
Muitos estudiosos afirmam que os Evangelhos foram escritos e estavam em circulação no máximo até 30 anos após a morte de Cristo, ou seja, durante a própria geração em que Jesus viveu. A história diz-nos que a fabricação de lendas e mitos geralmente faz-se muito tempo depois dos factos terem acontecido e num sítio distante, não havendo testemunhas oculares.
O facto de estes escritos estarem relativamente cedo em circulação e não existirem testemunhas que os contradisessem é sintomático. Além disso, o facto dos quatro evangelhos conterem diferenças (atenção: não contradições) atesta a sua veracidade; se a redacção dos Evangelhos tivesse sido uma conspiração para fazer passar a mensagem sobre Jesus, todos diriam a mesma coisa.
Em relação aos apóstolos e discípulos em geral que foram perseguidos e mortos (atestado por evidências históricas), uma pergunta deve ser feita; estariam eles dispostos a padecer tudo isso, por algo que não fosse verdade, ou por algo que não valesse a pena?
Estariam os discípulos, ou alguém no seu perfeito juízo disposto a morrer por uma farsa? Não é razoável pensar-se assim; os apóstolos tinham sido testemunhas oculares do ministério de Jesus, das suas mensagens, milagres, da sua morte, ressurreição e ascensão aos céus; sim, eles com certeza morreriam defendendo o Evangelho do Filho de Deus, defendendo o que eles sabia ser um facto, não um mito, não uma lenda; eles não podiam negar o seu Senhor e Salvador, nem tal podemos nós fazer. A verdade histórica da Bíblia e do Evangelho nele contido permanence como testemunha destes eventos.
A Única e Verdadeira Igreja
Este tema já foi introduzido quando falámos sobre a existência de um único Evangelho verdadeiro que urge defender; vamos agora expandir este tópico.
Existe uma única verdadeira Igreja (ou única igreja verdadeira), a Igreja que Jesus fundou (Mateus 16:18); existe um só corpo e uma só fé (Efésios 4:4,5; Judas 1:3); em 1 Coríntios 1:10 está escrito que os Cristão devem todos estar de acordo e unidos em um mesmo pensamento e parecer, de modo que não existam divisões entre eles; em João 17, Jesus orou ao Pai para que os seus discípulos fossem um, tal como Ele e o Pai são um.
Tomando isso em consideração, será que existe espaço para as centenas, para não dizer milhares de denominações que existem hoje em dia no "Cristianismo"?
Somos porventura capazes de conceber a ideia de pensamentos contraditórios entre o Pai e o Filho? É Deus autor de confusão? Como podemos conceber uma ideia de Cristianismo dividido? Está Cristo dividido? Sem dúvida que não. Cristo não está dividido; aquilo que é conhecido como cristianismo, isso sim, está.
Numa ânsia de combater esta realidade, alguns movimentos evangélicos actuais estão a fazer uma cruzada pela unidade entre denominações de crenças diferentes; isto tem originado movimentos ecuménicos que pregam um Evangelho diluído, que se assemelha apenas em alguns pontos ao Evangelho original.
Os pontos que unem essas denominações são naturalmente aqueles em que esses grupos estão de acordo, sejam esses pontos Bíblicos ou não. Quanto aos pontos que os dividem, preferem não abordá-los e esses, com o passar do tempo ir-se-ão esbatendo.
Pelo contrário, a Igreja que Jesus fundou é a verdadeira; não há espaço para nenhuma outra. A verdadeira Igreja prega, defende e confirma o Evangelho e não o compromete; ensina a verdade dada por Jesus Cristo e expandida pelos escritores sob inspiração Divina; não retira nem acrescenta ao que está escrito; a sua verdade está fundada nas escrituras e é imutável; não evolui para se adaptar a mudanças culturais, ideológicas ou a agendas pessoais; afinal, o que é certo será sempre certo e o que é errado será sempre errado, não importa o quê.
A verdadeira Igreja, não se regozija com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; não é condescendente com o divórcio por qualquer razão, nem com o casamento entre pessoas que se divorciaram por outras razões que não a mencionada por Jesus; não admite o sexo fora do casamento nem a coabitação ou a homosexualidade, não é indiferente ao problema do aborto nem com os demais pecados condenados pela Bíblia.
A verdadeira Igreja não troca a verdade por uma falsa sensação de unidade ou pelo crescimento em números, nem permite que conceitos feministas sejam aceites, contrariando as instruções presentes na Bíblia.
Se Jesus aceitasse que diferentes doutrinas fossem pregadas, todas elas conduzindo à salvação, porque é que no livro de Apocalípse Ele próprio admoesta cinco das sete Igrejas da Ásia por se terem desviado do caminho e exorta as restantes duas a permanecer na verdade? Para quê todas as exortações à santidade e avisos contra os falsos pregadores se a doutrina não interessa?
O Evangelho ensina-nos que além de acreditar é necessário obedecer; geralmente a causa principal das divisões está na doutrina à qual temos de obedecer.
A verdadeira Igreja tem a Jesus como cabeça, não um qualquer líder humano; não tem auto-denominados apóstolos, nem novas revelações espirituais, uma vez que o canon daquilo que é perfeito (1 Corinthians 13:8-12) foi completado no final do primeiro século. A verdadeira Igreja segue Jesus e o exemplo apostólico, através daquilo que nos é revelado no Novo Testamento.
A Salvação
Muitos hoje afirmam correctamente que a salvação é pela graça de Deus, no entanto, vão além disso e dizem que ela é também somente pela fé, dizendo que uma simples oração de arrependimento basta para estarmos salvos; outros dizem que uma vez que a pessoa acredita, ele ou ela estará sempre salvo e não poderá decair da graça; algumas denominações dizem que a salvação será extensiva a todos, ou então afirmam que o inferno é aniquilação e não tormento eterno.
Estas são doutrinas falsas e perigosas, podendo ser consideradas como doutrinas de demónios (1 Timóteo 4:1; Judas 1:4); estas doutrinas são sedutoras, mas no fundo são enganadoras e destrutivas; deixam as pessoas num estado morno, pouco preocupadas com o seu estado espiritual presente, quanto mais com o futuro.
No entanto, segundo a Bíblia, a salvação é dada a quem seguir estes passos* :
Ouvir – Romanos 10:17
Acreditar – Marcos 16:16
Arrepender-se – Lucas 13:3, 5
Confessar a Jesus – Actos 8:37
Ser baptizado – Actos 2:38
Viver fielmente – Apocalípse 2:10
* ver ponto "Mandamentos a Obedecer".
Nós somos salvos pela Graça através da fé e aprendemos que uma fé sem obras é morta (obras dignas do arrependimento, não as obras da lei do Antigo Testamento).
Assim, não somos salvos porque fazemos as obras, mas, porque somos salvos, devemos fazer as obras.
A expressão "somente pela fé", aparece uma única vez no novo Testamento, no livro de Tiago (2:24) e é utilizada para expressar precisamente a idéia contrária à de uma salvação "somente pela fé".
"24 Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé." (Tiago 2:24).
Dos seis pontos acima referidos, talvez o baptismo seja o mais controverso hoje em dia, pois muitas denominações não o vêem como sendo obrigatório, apesar de ser parte da Grande Comissão descrita em Mateus e Marcos e de estar em muitas outras passagens, estando em todos os relatos de conversões no livro de Actos.
Passagens como Actos 2:38 ("Arrependei-vos, e cada um de vós seja baptizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;") e Marcos 16:16 ("Quem crer e for baptizado será salvo; mas quem não crer será condenado.") tornam claro que o baptismo é essencial para a salvação.
Algumas pessoas dizem que como a segunda parte de Marcos 16:16 não menciona o baptismo, esse não é essencial para a salvação; esta posição é totalmente ilógica; porquê é que alguém que não acredita quererá ser baptizado? Seria como tomar um banho, a pessoa entraria e sairia pecadora da água; acreditar é essencial, pois todas as restantes acções dependem do acreditar. Quem não crer, não estará minimamente interessado no baptismo e assim, porque não creu (fé) e não se batizou (obediência), estará condenado.
O facto de inúmeras pessoas terem sido salvas por Jesus (assim como o ladrão na cruz) sem o baptismo tem uma explicação simples, ou até várias.
Jesus tinha o poder de salvar quem quisesse, além disso, não se sabe se o ladrão na cruz era baptizado ou não, mas o facto é que ele conhecia Jesus e o seu ministério; quando o ladrão estava na cruz, ainda estava em vigor o Antigo Pacto; Jesus ainda não tinha ressuscitado nem dado a grande comissão a qual inclui o baptismo.
"Uma vez salvo, sempre salvo" é outra falsa doutrina bastante difundida pelo mundo, a qual ensina que os crentes não podem decair da Graça, apesar de viverem vidas mundanas após o momento em que foram consideradas como salvas; esta doutrina está em clara oposição a passagens com João 15:2, 10 e Gálatas 5:4; e o que dizer do facto do Novo Testamento estar cheio de exortações à santidade? Para quê sermos exortados a ser santos se não podemos perder a salvação?
Examinemos duas passagens que são usadas para definir esta doutrina:
"27 As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; 28 E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão." (João 10:27-29)
Nesta passagem, "ouvem" e "seguem" estão no tempo presente; isto significa que só aqueles que estão ouvindo e seguindo a Cristo são suas ovelhas, esta é a verdadeira segurança Bíblica da salvação, permanecer em Cristo; o termo arrebatar significa "tirar à força" e implica forças ou factores externos; nenhuma força ou factor exerno pode retirar um crente da mão de Jesus, no entanto, como temos livre arbítrio, podemos retirar-nos nós próprios da mão de Jesus e da segurança que temos enquanto O seguimos.
Outra das passagens utilizadas é esta: "6 Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, há de completá-la até o dia de Cristo Jesus." (Filipenses 1:6).
Paulo estava confiante que os Filipenses, os quais estavam em comunhão com o Evangelho desde o princípio (verso 5), perseverariam até ao fim; Paulo não tinha nenhuma razão para duvidar da fé deles; os “Cristãos mundanos” não podem ler este verso e pensar que estão salvos, pois estariam a ignorar o que a Bíblia no seu todo afirma.
Como podemos ver, esta doutrina ensina aquilo que a serpente disse a Eva: "Certamente não morrereis." (Génesis 3:4), em oposição ao que Deus tinha dito a Adão: "17 Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." (Génesis 2:17). Morte espiritual.
Outra doutrina perigosa é a que afirma que a morte é o fim ou que o inferno é aniquilação. As pessoas que acreditam nisso, vivem vidas descomprometidas, despreocupadas com o seu futuro, tendo por certo que não há nada depois da morte; no entanto, segundo as Escrituras, a morte não é o fim, mas apenas o início da eternidade; uma eternidade em felicidade absoluta por estarmos em comunhão com Deus, ou em infelicidade e sofrimento absolutos, afastados de Deus. (Mateus 25:41, 46).
As pessoas que dizem que um Deus de amor nunca faria isto, esquecem-se que Deus teve para com a humanidade o mais inimaginável acto de amor, pois sendo nós pecadores, deu o Seu próprio Filho para morrer pelos nossos pecados, para que todos que nele acreditassem e lhe obedecessem fossem salvos.
Cabe a nós aceitar ou recusar essa oferta de reconciliação. Se recusarmos, um Deus justo não terá outro solução que não seja condenar aqueles que tomam de ânimo leve o sacrifício do seu Filho.
Aceitando esta oferta, teremos que viver fielmente. O que é que isso significa?
Significa que deveremos viver de acordo com o Evangelho e com a santidade de Jesus até ao dia que Deus decidir tomar-nos para Si. Significa amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a nós mesmos, obedecendo os mandamentos e seguindo os exemplos deixados nas Escrituras, procurando através do estudo, da oração e da meditação possuir um senso comum (Bíblico) preparado e treinado para distinguir o bem do mal; significa adorarmos a Deus como ele quer ser adorado, em espírito e verdade, pois se é de suma importância adorarmos o nosso Criador, também de suma importância é a forma como o fazemos.
No princípio...
Sendo verdade que o ministério e o Evangelho de Jesus estão descritos nos livros de Mateus, Marcos, Lucas e João, são defendidos e confirmados no livro de Actos, nas epístolas e no livro de Apocalípse, não deixa também de ser verdade qua a vinda do Messias (e por associação, a "vinda" do Evangelho) foi predita no Antigo Testamento, começando no próprio livro de Génesis (3:15), o "livro dos começos".
Cada vez mais, a historicidade deste livro tem vindo a ser questionada por aqueles que não acreditam em Deus mas acreditam numa teoria ilógica e impossível a qual é defendida por parte dos cientístas.
A verdade é que verdadeiras evidências da ciência, não provam que Deus existe, nem desprovam esse facto, mas elas certamente provam que Deus tem que existir.
Enquanto os evolucionistas têm uma fé cega na ciência (fantasista), os verdadeiros Cristãos têm fé em Deus, baseada na evidência e na lógica.
No entanto, hoje em dia a tendência perigosa é que as denominações ditas Cristãs começam a comprometer a verdade contida neste relato histórico, dizendo que ele deve ser visto como poético ou alegórico, deixando assim de estar em desacordo com o que a "ciência" afirma.
O que essas pessoas não vêem é que são as teorias da ciência que estão em desacordo com o relato de Genesis, enquanto que os factos dessa mesma ciência estão em perfeito acordo com o que é descrito nos primeiros capítulos de Genesis.
Grande parte dos acadêmicos do Hebráico dizem que o modo como a palavra "dia" é utilizada, em conjunto com as palavras "tarde" e "manhã" e em sequência (primeiro, segundo, terceiro...), indica um dia literal e não uma era.
No fundo, nós não precisamos de mais nada além da própria Bíblia para interpretarmos o que ela tem para nos dizer e, ela claramente nos afirma que o univerto, o mundo e tudo o que nele existe foi criado em seis dias.
"11 Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou." (Exodo 20:11).
O modo como Genesis está escrito, claramente indica que se trata de uma narrativa histórica.
Sem nenhuma quebra de estilo literário, o livro relata-nos as histórias de Adão e Eva, Noé, Abraão e Sara, Isaque e Rebeca, Jacó e Esau, assim como dos doze filhos de Jacob.
Assim, se os próprios Cristãos começam a questionar a historicidade de Gênesis, ou a veracidade de alguns dos seus capítulos, eles abrem um precedente para as pessoas começarem a questionar o resto da Bíblia, acabando mesmo por questionar a Divindade de Jesus, o seu nascimento de uma virgem, os seus milagres, a sua morte redentora, a sua ressurreição e posterior ascensão aos céus.
Qual parte de Gênesis é poética ou alegórica? Todo o livro ou só alguns capítulos? Adão e Eva existiram? Existiu o pecado relatado em Gênesis 3? Se esse pecado não existiu, existia necessidade do Messias?
É um facto que a ciência não pode provar a criação (muito menos pode provar a evolução), mas do mesmo mode não pode provar a concepção de Maria através do Espírito Santo, os milagres de Jesus e a sua ressurreição.
Se um Cristão que supostamente deveria acreditar nas Escrituras, diz que o Evangelho que diz respeito à salvação deve ser acreditado mas no livro de Gênesis não precisa ser tomado literalmente porque não é importante para a salvação, esse Cristão tem a sua fé firmada em areia movediça, pois só acredita em parte do que as Sagradas Escrituras dizem.
Não estamos a dizer que devemos ler toda a Bíblia literalmente, pois esta é composta por livros que abarcam vários generos literários (histórico, poético, proverbial, profético, simbólico, etc.), mas o que é narrativa histórica deve ser entendida como tal.
Conclusão
Leiamos diariamente as Escrituras com um espírito aberto, orando por entendimento e sabedoria, aceitando humildemente o que lá está escrito, independentemente do custo que isso possa ter nas nossas vidas; o custo será infinitamente maior se não o fizermos.
Vivamos vidas que espelham a nossa submissão ao que formos aprendendo; que esse conhecimento, entendimento e sabedoria sejam evidências na nossa fé e que assim, sejamos capazes de revelar a todos, a razão da esperança que está em nós, ensinando, exortando, motivando, até mesmo admoestando quando necessário, em amor.
Defendamos e confirmemos o Evangelho, lembrando-nos que não podemos comprometer a fé uma vez e por todas entregue aos santos, lembrando-nos que o amor de Cristo e para com Cristo é inseparável da sua verdade e dos mandamentos que nos deixou, lembrando-nos que o Nosso Senhor e Salvador, é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Fontes
www.foolishfaith.com
(quadro comparativo dos documentos históricos).